Durante a gravidez os cuidados são redobrados quanto a saúde, a alimentação, e com a boca e os dentes não poderia ser diferente. Gestantes portadoras de doenças bucais têm maior chances de dar à luz a bebês prematuros ou abaixo peso normal.

Várias alterações no organismo junto com as mudanças habituais de vida, durante o período de gestação, podem agravar e levar o aparecimento de problemas como a gengivite e a cárie. A odontologista Dra. Claudia Mukai explica que o aumento do nível de estrógeno e progesterona, tornam os tecidos periodontais mais suscetíveis a inflamação, o que facilia o acesso de bactérias. Essas doenças estimulam a liberação de fluidos na corrente sanguínea que provocam micro contrações na parede uterina, podendo levar ao nascimento prematuro do bebê.

Mas os problemas bucais não são causados apenas pelas alterações hormonais, a carência de cálcio na dieta materna está diretamente relacionada aos problemas, já que o organismo a fim de proteger o bebê libera a substância contida nos dentes da mãe para a criança. Também comuns nos primeiros meses, o vômito deixa a boca mais ácida e prejudica o esmalte dentário. " Escovar os dentes após 1 hora do vômito, evita mais desgastes no esmalte", orienta a Dra. Claudia.

É de extrema importância o acompanhamento odontológico durante o período gestacional, pois o dentista irá orientar a respeito de todas as alterações que ocorrem e tomar medidas preventivas para evitar futuros problemas.

A higiente bucal tem que ser feita com zelo redobrado, usando diariamente o fio dental e não esquecer de fazer bochecho com solução antisséptica, principalmente após os enjoos. Em conjunto com os cuidados da higiene, é necessário cuidar da alimentação, evitar alimentos açucarados e seguir uma dieta rica em vitaminas A, C e D, proteínas, cálcio e fósforo. "Esses cuidados com a aliementação e higiene são fundamentais nos primeiro e segundo trimestres da gestação, período em que os dentes decíduo do bebê estão em formação e calcificação", explica a Dra. Claudia.