Esclerose Múltipla é uma doença autoimune que destrói células saudáveis por confundi-las com invasoras, o que acarreta em lesões no cerébro e afeta a medula espinhal, corroendo a proteção que cobre os nervos, conhecida por mielina.

Os danos provocados à mielina podem resultar na deterioração dos nervos, de uma forma irreversível, isso porque o cérebro, a medula espinhal e outra partes do corpo não conseguem se comunicar. Normalmente, pacientes com esclerose múltipla perdem grande volume de massa cerebral, até cinco vezes mais do que o normal.

Cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo sofrem de esclerose múltipla, uma doença sem cura, mas que com o tratamento adequado pode controlar os sintomas e reduzir o avanço da doença.

Ainda não há uma causa exata, mas o assunto tem sido foco de estudos no mundo todo. Acredita-se que a esclerose múltipla pode ser herdada, parentes de pacientes têm maior chance de ter a doença. Alguns cientistas dizem que as pessoas já nascem com predisposição genética e quando exposta a qualquer agente ambiental, o organismo responde de forma exagerada, causando a esclerose.

Há estudos, sem uma comprovação, que dizem que a doença é causada por alguns vírus, como o Epstein-Barr (mononucleose) e aqueles presentes na vacina da hepatite. E ainda há diversas evidências sugerindo que os hormônios, inclusive os sexuais, também podem afetar o sistema imunológico.

A esclerose pode ocorrer em qualquer idade, mas em 70% dos casos, o diagnóstico é feito entre 20 e 40 anos, sendo a grande maioria mulheres. Se alguém da família já tem a doença, a chance de que você tenha é de 1 a 3% e a probabilidade também aumenta caso você já sofra com outro problema que afeta o sistema imune como distúrbios de tireoide, diabetes tipo 1 ou doença inflamatória intestinal.

Os sintomas variam de pessoa para pessoa, e não são necessariamente permanentes, alguns podem permanecer só por alguns meses. Os primeiros sintomas gerais são: Visão turva ou dupla, fadiga, formigamentos, perda de força, falta de equilíbrio, espasmos musculares, dores crônicas, depressão, problemas sexuais e incontinência urinária.

Já com a doença em nível avançado, os sintomas intensificam e muitas pessoas sofrem com coceira, queimação, dificuldades para movimentar os braços e as pernas, falta de coordenação motora, tremor dos membros, fraqueza, constipação intestinal, tonturas ou vertigens, perda de memória, dificuldade para raciocinar, perda da audição, problemas de ereção, secura vaginal, dificuldade para falar, problemas de deglutição e a cegueira.

O tratamento em casos mais avançados pode controlar os sintomas, podendo ser através de cápsula oral diária ou injeções diárias, semanais e mensais. E paralelo a medicação, é importante a prática de exercícios físicos a fim de fortalecer os músculos e melhorar o equilibrio e coordenação.