"É impossível diferenciar a gripe suína da gripe comum a partir de sintomas. É preciso um exame laboratorial", explica Nancy Bellei, infectologista e coordenadora do setor de pesquisas de vírus respiratórios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O exame implica na coleta de uma amostra de secreção nasal.

Apesar de não ser revelar tão grave quanto se imaginava no início da pandemia, a gripe suína ainda registra casos fatais. Isso ocorre, na maioria das vezes, porque o vírus é contraído por pessoas que já fazem parte de um "grupo de risco" - ou seja, são predispostas a desenvolver infecções após a gripe. Entre elas, estão pessoas com mais de 60 anos, grávidas, crianças menores de 2 anos e pessoas com baixa imunidade, causada por quimioterapia, por exemplo.

"O vírus da gripe ataca as vias respiratórias: como ela diminui as defesas locais, as bactérias aproveitam disso e acabam causando outras infecções", explica o infectologista Esper Georges Kallás, do Núcleo Avançado de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês. Por isso, pessoas que já sofrem de problemas respiratórios como bronquite devem procurar imediatamente o médico em caso de mal-estar ao invés de optar pela auto-medicação.

Kallás lembra ainda que gripes e resfriados não são idênticos: isso porque são provocados por tipos de vírus diferentes. As gripes costumam vir acompanhadas de febre, dor pelo corpo e mal-estar intenso. "A gripe chega a tirar a pessoa do trabalho, tem sintomas muito mais exuberantes", afirma Kallás.

Fonte: Veja.com