Durante os meses de janeiro e março, os casos de pacientes que sofrem de cálculo renal aumentam cerca de 30%. Isso se dá porque no verão perdemos mais líquido do corpo através do suor, não aumentamos a quantidade de água ingerida e ainda nos descuidamos da alimentação.

Neste período devemos evitar o consumo de sal, carnes ou produtos de origem animal e ingerir de 2 a 3 litros de água por dia. Quem bebe muito refrigerante e bebidas alcoólicas, troque-os por sucos cítricos que originam o citrato, com ação que impede a formação de pedras.

O que é Cálculo Renal?

É uma massa sólida formada por cristais que podem ser encontrados tanto nos rins quanto em qualquer outro órgão do trato urinário. Estes cristais podem migrar entre eles ou até mesmo obstruí-los, provocando uma dor inesquecível, que chega a ser comparada com a dor do parto por quem já sentiu.

O que causa?

Não se sabe ao certo quais são as causas, mas sabemos que alguns fatores favorecem o aparecimento das tão temidas pedrinhas. A pouca ingestão de água, o excesso de sal, açúcar, proteínas e suplementos de cálcio são os principais.

Os indivíduos mais propensos à doença são homens que atinge duas vezes mais do que as mulheres, e as chances de retornarem é de aproximadamente 80% no sexo masculino, o dobro de incidência no sexo feminino.

A obesidade também está ligada ao problema, já que pessoas com índice de massa corporal elevado podem apresentar mais cálcio e ácido úrico na urina.

Quais os sintomas?

O principal é a cólica renal, uma dor extremamente forte e aguda, inesquecível e indesejada por todos que já sentiram. Mas outros sintomas fazem parte: vômitos, febre, dor para urinar e sangue na urina são alguns deles.

Existem alguns casos com a ausência de dor, o que é preocupante, se a pedra não for expelida naturalmente, pode obstruir as vias urinárias e comprometer seriamente o funcionamento dos rins.

Como tratar?

Vai depender do tamanho da pedra. Se não for muito grande, o médico receitará analgésicos e medicamentos para recuperação e a pedra será expelida pela urina.

Mas se passar de 6mm, poderá ser utilizado uma intervenção médica por meio de ondas de choques, que dividem a pedra em vários pedacinhos menores ou a endoscopia pelo ureter, que retira a pedra com o auxílio de uma pinça.